19.8.05

Aprendendo a Mentir

Liegen Lernen, de Hendrik Handloegten, Alemanha, 2003 - Reserva Cultural

Aprendendo a Mentir vem na esteira de uma boa safra de filmes alemães recentes que miram em um público jovem e conseguem aliar entretenimento, sucesso comercial e qualidade – fórmula mágica ainda muito distante do cinema brasileiro –, como Corra, Lola, Corra, Adeus, Lênin! e, em menor grau, Edukators e Julieta.
Infelizmente, as únicas coisas que Aprendendo a Mentir tem em comum com aqueles filmes são a pretensão e os produtores, que são os mesmos dos dois primeiros. O resultado final, entretanto, está muito mais para a medíocre média de filmes americanos que visam o público teen do que para uma obra que honre a cinematografia alemã, que já foi uma das mais influentes do mundo nas décadas de 20 e 30, com nomes como F.W. Murnau, Fritz Lang e Robert Wiene, e vinha se recuperando desde o início dos anos 90 com filmes de uma linguagem moderna e com bom apelo popular.
Como nos livros de Nick Hornby (também eles adaptados para o cinema, como Alta Fidelidade e Um Grande Garoto), Aprendendo a Mentir conta a história de um jovem rapaz na casa dos 30, porém ainda imaturo e incapaz de assumir um compromisso, que se vê obrigado a analisar seus relacionamentos em retrospectiva a fim de superar um antigo trauma e finalmente entrar na vida adulta.
O filme tenta traçar um paralelo entre os relacionamentos do jovem Helmut e a história recente da Alemanha, porém o faz de maneira extremamente superficial e simplista. Hendrik Handloegten não inova nem se arrisca em momento algum. Nos enquadramentos, na fotografia e trilha sonora, nos diálogos, na trama, o que temos é uma interminável lista de clichês que se sobrepõem ao longo de 87 longos minutos.
Completamente esquematizado, o filme torna-se um fardo logo no início e assim continua até o seu final, comprovando que nem todo filme europeu é digno de nota.

3 Comments:

Anonymous Marosa said...

Um filme a menos pra gente assistir eheheheh!
Estou gostando muito do seu trabalho. Continue...
Beijos
Marosa

19/8/05 17:21  
Blogger  said...

Bem... eu gostei!
Não acho que seja hollywoodiano. O personagem é uma pessoa superficial, mas o filme nem tanto, são duas coisas diferentes. E a história da Alemanha, a mudança das personagens que estão vivendo essa história é muito bem retratada. Além disso, tem uma trilha sonora bem bacana!
Abraços.

8/11/07 15:43  
Anonymous Anônimo said...

QUE CRÍTICA INFELIZ!!!! TEM CERTEZA QUE ASSISTIU O FILME? PODE SER UMA COMÉDIA ROMÂNTICA SIM, NUM ESTILO HOLLYWOODIANO TAMBÉM, EM QUE OS AMERICANOS DEVEM INVEJAR, LEVE, ENGRAÇADO, E Q TOCA O CORAÇÃO, ATÉ DO SER MAIS PAMONHA Q NÃO CONSIGA ENTENDER UM FILME,TÃO SIMPLES. ELENCO EXCELENTE, O ROTEIRO MUITO BEM FEITO E DIREÇÃO PERFEITA.

11/8/08 13:58  

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